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Crise Penitenciária em evidência

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Crise Penitenciária em evidência

por Bella Nazar

Oi, galera! Tudo bem?

Neste artigo vamos entender como esse assunto tão delicado e polêmico ganhou evidência nas mídias.

Bom, no dia 2 de janeiro de 2017, uma briga entre facções rivais no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, terminou com a morte de 56 detentos. Uma calamidade com essas proporções já havia acontecido, mas em outubro de 1992, em São Paulo, quando 111 presos foram mortos no presídio do Carandiru.

As 56 mortes do presídio em Manaus ganharam destaque no mundo todo, mas isso é algo corriqueiro, afinal, em média, 1 pessoa é assassinada por dia nos presídios brasileiros.

Tal acontecimento trouxe à tona a crise penitenciária que sempre aconteceu, mas que é importante ser debatida, entendida e remedida. Vamos lá!

Alguns fatores propiciam o surgimento de rebeliões dentro dos presídios:

1.Número de vagas é menor do que o número de presos – superlotação:

Devido ao elevado número de crimes, como pequenos roubos e venda de drogas, há superlotação nas celas, pois há, em média, 375.892 celas para 579.423 presos contabilizados em 2014. Ou seja, faltam 203.531 vagas nas prisões do país. Assim, essa superlotação torna a situação dos presídios ainda mais precária.

Sabia que a superlotação viola os direitos humanos, bem como o direito à dignidade da pessoa humana, assegurado pela Constituição de 1998?

2.Lentidão e ineficiência da justiça para os julgamentos:

Mais de 220 mil presos estão aguardando julgamento ou condenação, são os chamados “provisórios”. Isso faz com que a revolta aumente, pois o sistema judiciário é lento e, muitas vezes, age de forma equivocada. Afinal, alguns indivíduos ficam anos presos devido a pequenos delitos, mas outros saem por bom comportamento mesmo tendo cometido crimes perigosos.

Com quase metade da população carcerária brasileira ainda esperando julgamento e um excesso de 54% na capacidade das prisões, a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um informe, em Genebra, na Suíça, apontando o sistema judiciário de “ineficiente” e alertando para a “superlotação endêmica” das prisões brasileiras.

3.Infraestruturas precárias nas celas:

As condições sanitárias das celas são deploráveis, a alimentação também é extremamente precária, o que, novamente, viola o direito à saúde, ao lazer e à dignidade dos indivíduos.  Muitos contraem HIV durante o tempo nas cadeias, bem como Hepatite.

Esses fatores contribuem para a violência interna e para o crescimento das facções criminosas, pois facilita o contato de presos perigosos – assassinatos, tráfico – com presos de delitos leves – pequenos furtos, venda de drogas -, mas não proporciona a reintegração/recuperação deles para a sociedade.  Assim, outro problema enfrentado é a reincidência às cadeias.

Vamos aos repertórios?

Filme “Carandiru” (2003):

Esse filme dramatiza os dramas vividos no maior presídio da América Latina nos anos 90. O retrato da violência agravada pela superlotação, os serviços prestados os quais são extremamente precários, bem como a animalização dos presos. Nesse ínterim, também é revelado o lado sonhador, romântico e frágil dos detentos.

Documentário “Pelo direito de recomeçar” (2013)

Esse documentário, lançado em 2013 pela Defensoria Pública do Estado de Tocantins trata a crise penitenciária tocantinense com o intuito de promover a conscientização sobre a ressocialização durante o cumprimento das penas. Além disso, apresenta propostas para amenizar os problemas e reinserir os presos por meio do trabalho.

 

Documentários: “Tortura e encarceramento em massa no Brasil” (2015) / Parte 2 – Mulheres e o cárcere

Para denunciar a barbárie vivida pelos presos, a Pastoral Carcerária criou o minidocumentário Tortura e Encarceramento em Massa no Brasil 2015, dividido em duas partes.

A Parte 1: “A Tortura como Política de Estado”, dramatiza as novas formas de tortura dentro do sistema carcerário.

Já a Parte 2: “As Mulheres e o Cárcere”, relata os dramas vividos pelas mulheres presas, como muitas acabam naquela situação por causa dos namorados/maridos/companheiros, a triste situação de extremos cuidados aos filhos recém-nascidos e, depois, o modo como eles são retirados delas.

Propostas:

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a audiência de custódia diminuiu o nível de prisões provisórias para 53% na cidade de São Paulo. Assim, o juiz avalia – em até 24h após o ocorrido – se o preso tem necessidade de prisão.

– Propostas a curto prazo:

Melhoria da qualidade das celas e da infraestrutura dos banheiros

Momentos de estudos e trabalhos para os presos, proporcionando a redução da sentença

– A longo prazo:

Melhoria na educação de base

Campanhas de conscientização contra o uso de drogas e de violência

Presídios inteligentes: o presídio em Paracatu (MG) os “recuperandos”, como são chamados, não têm tempo para ociosidade. Lá eles têm oficinas de artesanato, padaria, confeitaria, marcenaria, estudam, além de momentos de lazer.

“ Os presos chegam aqui como bichos, de cabeça baixa e as mãos para trás. No portão a gente tira as algemas, a roupa laranja, levanta o queixo dele e fala: olha reto! Ele anda uma semana emborcado e olhando pra baixo, mas aos poucos vai voltando a andar como gente! Borracha e paulada na cabeça não deu conta de resolver. Esse método é um novo pacto — diz o diretor da APAC, Eurípedes Tobias.”

Lembrem-se que, apesar de essas pessoas terem cometido crimes, são seres humanos e merecem dignidade. Muitos – quando crianças e adolescentes – não tiveram acesso aos estudos, carinho e nem a laços familiares, muitas vezes, passaram dias sem comer e não tiveram sequer direitos básicos, como esgoto e água tratada.

Precisamos entender que existe uma situação de violência velada –  cometida pelo Estado – ou seja, a falta de benefícios imprescindíveis a eles, mas, por outro lado, há o pleno acesso aos grupos de elite. Isso cria uma situação de revolta e uma sensação de impotência. Devido a isso, infelizmente, são nessas brechas criadas que traficantes e líderes de facções veem oportunidades para aliciar novos integrantes.

Então, proporcionar tudo isso e reinseri-los à sociedade, não só diminui os níveis de violência, mas restaura famílias também, melhorando o IDH do Brasil.

Pensem mais nisso! Não esperem que crises como a ocorrida em Manaus e no Carandiru aconteçam para que falemos sobre esse assunto.

Depressão: o mal do século

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Depressão: o mal do século

Por Bella Nazar

O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou a prática de que o ter é mais valorizado do que o ser; a aparência é mais levada em consideração do que o caráter das pessoas. Isso, infelizmente, tornou a nossa sociedade descompassada, estressada.

Assim, uma das doenças mais notificadas por especialistas da área da saúde é a depressão, considerada por muitos como o mal do século.

Quer saber mais sobre esse assunto? Nesse artigo de hoje entenderemos como a doença se inicia, alguns repertórios para a redação e, até mesmo, sugestões de como solucionar ou, ao menos, remediar essa situação.

FATORES QUE DESENCADEIAM A DEPRESSÃO:

1- Estresse

Com o advento da tecnologia e de todos os aparatos criados para facilitar as nossas vidas, como os carros, o trânsito nos grandes centros urbanos se tornou caótico. Não bastasse isso, a violência tem crescido de forma vertiginosa, bem como os ataques terroristas e as catástrofes naturais.

Todas essas situações geram um aumento do cortisol, hormônio do estresse, que, em grandes proporções, serve como um dos gatilhos para desencadear a depressão.

2- Desempenho excessivo

A sobrecarga de afazeres e a constante necessidade de competição/aceitação, características da nossa modernidade, fazem com que as pessoas se tornem individualistas e, muitas vezes, prepotentes.

Pense em quantas vezes você ignorou algum familiar por ter uma sobrecarga de deveres a serem cumpridos ou, até mesmo, foi a vítima dessa negligência.

Saiba que a solidão e a busca incessante por prestígio na carreia diminuem a vitalidade.

3- Abuso em álcool, tabaco e outras drogas.

É bem verdade que o álcool reduz o nível de ansiedade e de estresse e nunca foi de uso exclusivo de adultos. Hoje, jovens têm feito uso dessa substância por motivos variados, como a pressão do grupo de amigos, o custo acessível da bebida, a necessidade de entrosamento social e, também, a aceitação dos pais que também bebem de forma exagerada.

Porém, o que não podemos esquecer é que o álcool e o tabaco são substâncias tóxicas em qualquer quantidade e, para pessoas mais jovens, causa danos piores.

IMPORTANTE: Os fatores enumerados servem como gatilhos para o surgimento da doença, mas deve-se levar em consideração a predisposição genética para que ela ocorra.

Vamos, então, aos repertórios:

  • O almirante Winston Churchill – 1911 – assemelha a depressão a um cachorro negro em uma carta:

 “Acho que um médico pode ser útil para mim se o cachorro negro voltar. Ele parece estar distante agora, o que é um alívio. Todas as cores voltam à vida.”

Assim como o mal do século assolou Almirantes antigamente; isso também ocorre, com muita frequência, em jovens, adultos, idosos e, até mesmo, crianças na contemporaneidade.

  • Vincent Van Gogh, Abraham Lincoln, Albert Einstein e Charles Darwin.

O que eles têm em comum?

Todos passaram por momentos depressivos em suas vidas.

  • O livro: “O demônio do meio-dia” do escritor Andrew Solomon faz um grande retrato do transtorno e resume em:

“O contrário da depressão não é a alegria, mas, sim, a vitalidade.”

  • Por último, mas não menos importante, uma indicação de filme não apenas para ser colocado na redação. Assistam e tenham conhecimento sobre o assunto, ok?

No filme “Um Grito de Socorro”, constantes casos de bullying desencadeiam a depressão no personagem principal e consequências devastadoras ocorrem.

SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA:

  • Uma parceria efetiva seria entre o Ministério da Saúde e os municípios, com a contratação de mais psiquiatras, para que a depressão seja tratada com a devida importância em postos de saúde, escolas, faculdades.

Existe o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial -, criado pelo Ministério da Saúde, mas este não possui abrangência em todo o Estado.  Então, expandir tal benefício para cidades interioranas e bairros de periferia seria algo essencial.

  • Ongs também têm um papel efetivo, divulgando nas mídias – televisivas, redes sociais – campanhas como “Setembro Amarelo” e documentários que abordem esse assunto.

Mas lembre-se:

Não deixe que campanhas como “Setembro Amarelo” que combate o suicídio e a depressão se tornem sazonais na sua vida. Torne-se uma pessoa amável independente da época do ano. A depressão não manifesta sintomas evidentes, ficamos cientes de que alguém está doente, ou quando já está em estágio avançado, ou quando já é tarde demais.   Não espere que o pior aconteça!

O que estudar para o ENEM a essa altura do campeonato?

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O que estudar para o ENEM a essa altura do campeonato?

A menos de dois meses do Enem, a equipe de O Salto correu atrás dos temas mais cobrados em cada matéria, analisando provas de 2009 a 2016. Tente organizar seus estudos e priorizar os assuntos em que tiver mais dificuldade. Ainda dá tempo de você “dar uma turbinada” no seu aprendizado e “lacrar” na prova quando chegar sua vez.

Não existe fórmula mágica

Apesar de oferecermos aqui um retrospecto de questões mais cobradas no Enem, o ideal é que você tente absorver o máximo de cada disciplina ao longo de um ano inteiro de estudos. Dê o seu máximo. Dedique-se bastante, organize-se e garanta sua vaga na faculdade e no curso que desejar.

Matemática e suas Tecnologias

Não tem como evitar, você vai precisar passar por isso. A maioria dos candidatos aterroriza-se com a Matemática, que vem em 45 questões recheadas de gráficos, tabelas  e esquemas. Em todas as provas, de 2009 a 2016, observam-se questões envolvendo grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. Cálculos de porcentagem também estão muito presentes, e a geometria não fica pra trás em perguntas que englobam volume de prismas, cones, pirâmides e cilindros. Dedique-se a esses assuntos e, se tiver um tempinho extra, dê uma revisada em funções de 1º e 2º graus, que têm enunciados garantidos.

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Essa prova é uma das mais queridas e é também uma em que os candidatos atingem as maiores médias. Porém, não ignore a importância de estudar um pouco de todas as disciplinas que a integram: Português, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação.

A dica do Salto é para questões que envolvem interpretação de texto, e o melhor jeito de estudar é refazendo provas anteriores. Gêneros textuais também são muito cobrados, principalmente em enunciados envolvendo intertextualidade.

Não subestime as funções e figuras de linguagem bem como diferenças entre denotação  e conotação, norma culta e popular. Esses temas sempre têm questões garantidas na  prova. Quanto à Literatura e Artes, fique em dia com o movimento modernista. É bem provável que você veja questões relacionadas com artistas como Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, e outras com escritores como Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Biologia, Química e Física. A prova de Ciências da Natureza do Enem, normalmente, vem repleta de temas atuais, como sustentabilidade, desmatamento, poluição, geração de energia, uso da água, destino de lixo, entre outros assuntos que fazem parte do seu dia a dia. A média de pontos que os candidatos obtêm nessa prova vem caindo ano a ano, então, dê uma atenção especial aos temas cobrados.

Ecologia é ainda o assunto mais recorrente na prova de Biologia, seguido por temas como evolução, fisiologia e genética. Na prova de Química, atente para questões envolvendo aquecimento global, tratamento de água, chuva ácida. Se conseguir organizar bem seus estudos, resolva questões envolvendo cálculo da quantidade de calor liberado na queima de diferentes materiais. Termoquímica vem gerando questões muito interessantes nas últimas edições do Enem.

A Física, tão temida quanto a Matemática, costuma ter questões certas envolvendo mecânica e energia. As perguntas que envolvem o cotidiano também não ficam de fora. Questões envolvendo circuitos elétricos de residências, contas de energia que relacionam o que foi consumido com a potência de aparelhos estão bem presentes nas provas. É também interessante dar uma olhada em fenômenos ondulatórios e óptica.

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Essa prova também é uma das mais queridas dos candidatos, que atingem médias cada vez mais altas no seu conteúdo. As 45 questões presentes integram História, Geografia, Sociologia e Filosofia.

Os movimentos sociais, em geral, ganham uma atenção especial na prova de História, que costuma ter mais questões relacionadas ao Brasil do que à História Geral. Vale uma lida no movimento operário da Era Vargas, nas conquistas das mulheres, entre outros assuntos relacionados a direitos humanos. Sempre há questões envolvendo igualdade de gênero, racismo, homofobia, e por aí vai.

Em Geografia, os temas sociais também são protagonistas, aparecendo em questões de conflitos de terra e crescimento populacional. Vale também dar uma olhada em questões envolvendo urbanização e impactos ambientais da poluição.

Por fim, em Filosofia e Sociologia, etnocentrismo e relativismo são as matérias em que se observa maior recorrência. Em seguida, aparecem questões relacionadas a Descartes, Filosofia Moral e questões éticas, bem como às consequências da globalização.

 

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Referência bibliográfica: G1/Globo

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