Depressão: o mal do século

Depressão: o mal do século

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Depressão: o mal do século

Por Bella Nazar

O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou a prática de que o ter é mais valorizado do que o ser; a aparência é mais levada em consideração do que o caráter das pessoas. Isso, infelizmente, tornou a nossa sociedade descompassada, estressada.

Assim, uma das doenças mais notificadas por especialistas da área da saúde é a depressão, considerada por muitos como o mal do século.

Quer saber mais sobre esse assunto? Nesse artigo de hoje entenderemos como a doença se inicia, alguns repertórios para a redação e, até mesmo, sugestões de como solucionar ou, ao menos, remediar essa situação.

FATORES QUE DESENCADEIAM A DEPRESSÃO:

1- Estresse

Com o advento da tecnologia e de todos os aparatos criados para facilitar as nossas vidas, como os carros, o trânsito nos grandes centros urbanos se tornou caótico. Não bastasse isso, a violência tem crescido de forma vertiginosa, bem como os ataques terroristas e as catástrofes naturais.

Todas essas situações geram um aumento do cortisol, hormônio do estresse, que, em grandes proporções, serve como um dos gatilhos para desencadear a depressão.

2- Desempenho excessivo

A sobrecarga de afazeres e a constante necessidade de competição/aceitação, características da nossa modernidade, fazem com que as pessoas se tornem individualistas e, muitas vezes, prepotentes.

Pense em quantas vezes você ignorou algum familiar por ter uma sobrecarga de deveres a serem cumpridos ou, até mesmo, foi a vítima dessa negligência.

Saiba que a solidão e a busca incessante por prestígio na carreia diminuem a vitalidade.

3- Abuso em álcool, tabaco e outras drogas.

É bem verdade que o álcool reduz o nível de ansiedade e de estresse e nunca foi de uso exclusivo de adultos. Hoje, jovens têm feito uso dessa substância por motivos variados, como a pressão do grupo de amigos, o custo acessível da bebida, a necessidade de entrosamento social e, também, a aceitação dos pais que também bebem de forma exagerada.

Porém, o que não podemos esquecer é que o álcool e o tabaco são substâncias tóxicas em qualquer quantidade e, para pessoas mais jovens, causa danos piores.

IMPORTANTE: Os fatores enumerados servem como gatilhos para o surgimento da doença, mas deve-se levar em consideração a predisposição genética para que ela ocorra.

Vamos, então, aos repertórios:

  • O almirante Winston Churchill – 1911 – assemelha a depressão a um cachorro negro em uma carta:

 “Acho que um médico pode ser útil para mim se o cachorro negro voltar. Ele parece estar distante agora, o que é um alívio. Todas as cores voltam à vida.”

Assim como o mal do século assolou Almirantes antigamente; isso também ocorre, com muita frequência, em jovens, adultos, idosos e, até mesmo, crianças na contemporaneidade.

  • Vincent Van Gogh, Abraham Lincoln, Albert Einstein e Charles Darwin.

O que eles têm em comum?

Todos passaram por momentos depressivos em suas vidas.

  • O livro: “O demônio do meio-dia” do escritor Andrew Solomon faz um grande retrato do transtorno e resume em:

“O contrário da depressão não é a alegria, mas, sim, a vitalidade.”

  • Por último, mas não menos importante, uma indicação de filme não apenas para ser colocado na redação. Assistam e tenham conhecimento sobre o assunto, ok?

No filme “Um Grito de Socorro”, constantes casos de bullying desencadeiam a depressão no personagem principal e consequências devastadoras ocorrem.

SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA:

  • Uma parceria efetiva seria entre o Ministério da Saúde e os municípios, com a contratação de mais psiquiatras, para que a depressão seja tratada com a devida importância em postos de saúde, escolas, faculdades.

Existe o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial -, criado pelo Ministério da Saúde, mas este não possui abrangência em todo o Estado.  Então, expandir tal benefício para cidades interioranas e bairros de periferia seria algo essencial.

  • Ongs também têm um papel efetivo, divulgando nas mídias – televisivas, redes sociais – campanhas como “Setembro Amarelo” e documentários que abordem esse assunto.

Mas lembre-se:

Não deixe que campanhas como “Setembro Amarelo” que combate o suicídio e a depressão se tornem sazonais na sua vida. Torne-se uma pessoa amável independente da época do ano. A depressão não manifesta sintomas evidentes, ficamos cientes de que alguém está doente, ou quando já está em estágio avançado, ou quando já é tarde demais.   Não espere que o pior aconteça!

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