A família contemporânea e sua representação no Brasil

A família contemporânea e sua representação no Brasil

O Salto No Comment
Redação

A família contemporânea e sua representação no Brasil

Atualmente, devido à evolução histórica dos movimentos sociais e políticos que vivemos, a representação familiar está longe de ser caracterizada pela união apenas de um homem e uma mulher, através do casamento civil e religioso. Segundo o Novo Código Civil (2003), o conceito da família contemporânea passou a ser baseado mais no afeto do que somente em relações de sangue, parentesco ou casamento.

Alguns fatores que desencadearam a mudança no conceito

A emancipação e o ingresso da mulher no mercado de trabalho é um dos fatores responsáveis por promover essa mudança de pensamento. Como consequência dele, houve uma diminuição significativa da taxa de natalidade. Muitas mulheres adiam a maternidade ou dela abdicam em prol da realização profissional. Além disso, a instituição do divórcio permitiu novas possibilidades de arranjos familiares.

Outro fator importante é a globalização. O modelo de organização familiar sempre é influenciado pelas transformações de ordem política. Desse modo, as mudanças advindas da nova ordem econômica mundial como, por exemplo, o grande avanço tecnológico e a disseminação dos meios de comunicação, fizeram com que a sociedade contemporânea apresentasse maior pluralidade nas configurações familiares.

Tipos de núcleo familiar

Como você viu anteriormente, a pluralidade das relações rompeu com o aprisionamento da família nos moldes restritos do casamento. A consagração da igualdade, o reconhecimento de outras estruturas de convívio, a liberdade de reconhecer filhos havidos fora do matrimônio operaram uma verdadeira transformação. Nascem dessa pluralidade a família contemporânea e seus mais variados núcleos:

Núcleo tradicional: formado por um homem e uma mulher, com um ou dois filhos, unidos através de uma relação matrimonial ou não;

Matrimonial informal: formado por um casal através de uma união estável;

Anaparental: relação que possui parentesco, mas não há vínculo de ascendência e descendência. Exemplo: dois irmãos que vivem juntos;

Homoafetiva: decorrente da união de pessoas do mesmo sexo, as quais se unem para a constituição de um vínculo familiar;

Adotiva: formada sem a presença de um ascendente;

Monoparental: formada apenas por um dos pais;

Mosaico ou pluriparental: formada por filhos provenientes de um casamento ou relação anterior;

Extensa ou ampliada: formada por parentes próximos, como sogros, irmãos e avós, que convivem com um vínculo forte;

Poliafetiva: formada por três ou mais pessoas que se relacionam de maneira simultânea;

Eudemonista: busca a felicidade individual de cada membro da mesma.

Combate ao preconceito

Embora existam todas essas possibilidades de arranjos na família contemporânea, o conservadorismo ainda protagoniza cenas de preconceito e intolerância. Cabe à justiça punir com maior severidade quem comete tais atos. É também necessário que o governo, aliado à mídia, promova campanhas publicitárias mais intensas sobre novos modelos familiares e divulgue a possibilidade da adoção de filhos. Além disso, conscientizar as pessoas para tratarem o próximo com respeito e educação torna-se a principal prioridade. Só assim poderemos viver numa sociedade mais igualitária e justa para todos.

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