4 filmes, 4 temas de redação do Enem: Dia do Orgulho LGBTQIA+

Hoje é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, uma data que busca conscientizar a sociedade sobre a importância de combater discriminações e preconceitos relacionados às orientações sexuais e às identidades de gênero de indivíduos. Além disso, o dia de hoje também reforça a ideia de que essa população deve se orgulhar de serem LGBT+ e de suas conquistas obtidas com o passar do tempo.  

Fonte: Queer Cafe

Portanto, separamos filmes que abordam diversos repertórios dentro dessa temática. Vem com a gente aprender como usar essas produções em sua redação do Enem! 

Tema 1: As consequências do bullying contra a população LGBTQIA+ em ambientes escolares 

No filme “Com Amor, Simon”, o personagem Ethan sofre bullying por ser abertamente gay, uma experiência também vivenciada pelo protagonista Simon, que é vítima de zombarias após a sua orientação sexual ser revelada em um blog para os alunos da escola que ele frequenta. 

Na vida real, o bullying homofóbico em escolas pode ser realizado por meio de ofensas, de exclusão, de agressões físicas e psicológicas, entre outros, o que provoca insegurança, medo e pode resultar em evasão escolar por parte dos jovens LGBTQIA+. Outro ponto é que essa violência também pode afetar a saúde física e mental desses alunos, os quais correm risco maior de desenvolver ansiedade, estresse, autoestima baixa, depressão e suicídio.  

Em 2016, uma pesquisa elaborada por organizações não-governamentais em seis países da América Latina ouviu 1.016 estudantes gays, lésbicas, bissexuais e trans brasileiros, que tinham entre 13 a 21 anos. 60% deles disseram se sentir inseguros na escola, enquanto 73% foram agredidos verbalmente, 48% ouviram comentários homofóbicos e 27% foram agredidos fisicamente. Além disso, 36% apontaram a ineficácia da escola para evitar essas agressões. 

Quem quis dar um abraço no Simon? 🙁 Fonte: Pinterest

Tema 2: Os relacionamentos homoafetivos vistos como imorais. Como eliminar essa problemática?  

No filme “Carol”, a personagem título enfrenta um divórcio no qual o seu marido, Harge, peticiona uma “cláusula de moralidade” contra ela, ameaçando expor sua homossexualidade, que era considerada um comportamento imoral. Assim, para não perder a guarda da filha, Rindy, Carol passa a se consultar com um psicoterapeuta, mas, durante uma reunião com advogados, ela admite o seu relacionamento com Therese e se recusa a negar a sua homossexualidade. Dessa forma, ela fornece a guarda de Rindy ao ex-marido em troca de visitas regulares.  

Infelizmente, não é só no filme que relacionamentos LGBTQIA+ são questionados. Na vida real, a crença de que essas uniões são imorais ou uma forma de pecado ainda persistem na sociedade. Além disso, muitas pessoas, ao assumirem suas orientações sexuais, experienciam terapias de conversão sexual em consultórios de psicólogos ou em templos religiosos, com o objetivo de renunciar o que eles sentem e de alcançar a “cura gay”.  

Carol estava disposta a terminar com Therese por causa de Rindy. Fonte: Kino

Tema 3: A representação desrespeitosa da população trans na mídia 

O documentário “Revelação” evidencia que, ao longo do tempo, os papéis destinados a pessoas trans sugeriam que elas não eram pessoas de verdade, sendo sua maneira de existir uma fantasia. Outro ponto é que personagens trans eram mais voltados para o alívio cômico ou para a dramatização de produções cinematográficas.  

Não dá para negar que a representatividade trans nas telas tem sido modificada, sendo considerada mais positiva do que no passado. No entanto, como o documentário deixa claro, é necessário que essa representatividade também esteja inserida em um contexto de mudança social, que impeça políticas discriminatórias e desumanizantes de serem efetivadas, por exemplo.  

“Há muitas coisas ruins em nossa história, mas eu acho que nós temos que conhecê-las” – Yance Ford – Fonte: Tumblr

Tema 4: “A falta de representação de pessoas bissexuais na mídia” 

No filme “Me chame pelo seu nome”, Elio e Oliver têm um relacionamento, mas os dois também se relacionam com mulheres. Elio, apesar de não estar apaixonado por Marzia, é atraído sexualmente por ela, o que também é constatado no livro. Enquanto isso, Oliver beija Chiara, uma das amigas de Elio, e, por meio de um telefonema, avisa ao adolescente que vai se casar com uma mulher.  

Na realidade, indivíduos bissexuais são associados a estereótipos que corroboram a visão de “confusos”, “indecisos” ou “vulgares”, muitas vezes reforçados por heterossexuais e até mesmo por cidadãos LGBTQIA+. E, em sua maioria, essas concepções errôneas também são estimuladas pela pouca representação midiática que essa população obtém. O que você acha que pode ser feito para que essa prática não aconteça mais na sociedade contemporânea? 

Elio e Oliver também tiveram relacionamentos heterossexuais. Fonte: Confabulando

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