A Família Contemporânea e sua Representação no Brasil

A Família Contemporânea e sua Representação no Brasil

O Salto No Comments

Família contemporânea e seus novos formatos como tema da redação do ENEM

O conceito de família contemporânea vem sendo, há muito tempo, cogitado como tema na redação do ENEM. E, esse continua sendo uma das grandes apostas do Salto para a sua prova de 2018!

Atualmente, devido à evolução histórica dos movimentos sociais e políticos que vivemos, a representação familiar está longe de ser caracterizada pela união apenas de um homem e uma mulher, através do casamento civil e religioso. Segundo o Novo Código Civil (2003), o conceito da família contemporânea passou a ser baseado mais no afeto do que somente em relações de sangue, parentesco ou casamento.

Fatores que desencadearam no conceito de família contemporânea

A emancipação e o ingresso da mulher no mercado de trabalho é um dos fatores responsáveis por promover essa mudança de pensamento. Como consequência dele, houve uma diminuição significativa da taxa de natalidade. Muitas mulheres adiam a maternidade ou dela abdicam em prol da realização profissional. Além disso, a instituição do divórcio permitiu novas possibilidades de arranjos familiares.

Outro fator importante é a globalização. O modelo de organização familiar sempre é influenciado pelas transformações de ordem política. Desse modo, as mudanças advindas da nova ordem econômica mundial como, por exemplo, o grande avanço tecnológico e a disseminação dos meios de comunicação, fizeram com que a sociedade contemporânea apresentasse maior pluralidade nas configurações familiares.

Tipos de núcleo familiar

Como você viu anteriormente, a pluralidade das relações rompeu com o aprisionamento da família nos moldes restritos do casamento. A consagração da igualdade, o reconhecimento de outras estruturas de convívio, a liberdade de reconhecer filhos havidos fora do matrimônio operaram uma verdadeira transformação. Nascem dessa pluralidade a família contemporânea e seus mais variados núcleos:

Núcleo tradicional familiar:

Esse núcleo é normalmente formado por um homem e uma mulher, com um ou dois filhos, unidos através de uma relação matrimonial ou não;

Matrimonial informal:

Esse núcleo é formado por um casal através de uma união estável;

Família anaparental:

Esse tipo de relação possui parentesco, mas não há vínculo de ascendência e descendência. Exemplo: dois irmãos que vivem juntos;

Família Homoafetiva:

Núcleo formado por pessoas do mesmo sexo, as quais se unem para a constituição de um vínculo familiar;

Núcleo adotivo:

Família formada sem a presença de um ascendente;

Família monoparental:

Instituição formada apenas por um dos pais;

Núcleo mosaico ou pluriparental:

Família formada por filhos provenientes de um casamento ou relação anterior;

Família extensa ou ampliada:

Arranjo formado por parentes próximos, como sogros, irmãos e avós, que convivem com um vínculo forte;

Família poliafetiva:

Constituição de três ou mais pessoas que se relacionam de maneira simultânea;

Família eudemonista:

Núcleo familiar voltado para a busca da felicidade individual de cada membro da família.

Combate ao preconceito

Embora existam todas essas possibilidades de arranjos na família contemporânea, o conservadorismo ainda protagoniza cenas de preconceito e intolerância. Cabe à justiça punir com maior severidade quem comete tais atos. É também necessário que o governo, aliado à mídia, promova campanhas publicitárias mais intensas sobre novos modelos familiares e divulgue a possibilidade da adoção de filhos. Além disso, conscientizar as pessoas para tratarem o próximo com respeito e educação torna-se a principal prioridade. Só assim poderemos viver numa sociedade mais igualitária e justa para todos.

Gostou do artigo? Então não deixe de conferir outras apostas de temas do Salto para a sua redação do ENEM 2018 e antes de sair assista o vídeo que o nosso teachtuber “Lucca Najar” preparou sobre esse tema. Tá muito legal!

 

 

Aproveite para curtir também as páginas do Salto nas redes sociais (Facebook e Instagram). Quando você menos percebe já está aprendendo.

Retrospectiva 2017 – Um Ano Muito Bizarro

O Salto No Comments

por Bella Nazar

            O que dizer sobre o ano de 2017? Gente, foi um ano cheio de acontecimentos tristes, por exemplo, muitos atentados, terremotos e mortes, mas foi um ano de ganhos pessoais. Tivemos premiações (equivocadas) no Oscar, atos heróicos – imagino eu – que muitos de vocês também conquistaram objetivos.

            Bom, já falamos de vários acontecimentos marcantes no mundo e na política brasileira lá no nosso canal do YouTube, INCLUSIVE, mande o vídeo para os amigos que vivem alienados e acabam ficando por fora de muitas tretas da atualidade.

Vamos, então, começar relembrando alguns acontecimentos mais marcantes que não foram mencionados no vídeo ou que acabamos apenas citando.

 

Mundo:

Crise humanitária no IÊMEN

Várias agências da ONU se uniram para remediar uma das piores crises humanitárias passadas no Iemen. Três agências se uniram: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS)  para encontrarem soluções factíveis para o problema.

A crise tem acontecido devido a junção de alguns fatores. O governo iemenita não paga o salário de mais de 30 mil agentes da área da saúde há dez meses e, além disso, o país passa por um terrível surto de cólera, com registro de 400 mil casos de suspeita de cólera e, aproximadamente, 1.9 mil mortes. Outro fator que torna essa situação extremamente calamitosa é a escassez de alimentos, sendo que 2 milhões de crianças sofrem de desnutrição aguda.

Uma das medidas realizadas pelas três agências da ONU foi a criação de mais de mil centros com tratamento para diarreias e reidratação oral.

Terremoto no Irã

            O terremoto, de magnitude 7.3, atingiu a fronteira entre o Irã e o Iraque e deixou mais de 2.500 pessoas feridas e, até o momento, mais de 400 pessoas mortas.

Atentados:

Show da Ariana Grande em Manchester/Reino Unido

            Esse ataque terrorista aconteceu durante o show da cantora Ariana Grande. Houve uma explosão que matou 22 pessoas e feriu outras 59, entre crianças e adolescentes.

Atentato em Las Vegas

            Não sei se vocês se lembram desse atentado, mas ele tem sido considerado por muitos como um dos piores ataques a tiros da história dos Estados Unidos.

            Um homem começou a atirar do 32º andar do Mandalay Bay, que é um famoso cassino e resort em Las Vegas (EUA), contra uma multidão. Isso tudo aconteceu durante um festival de música e, aproximadamente, 59 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas.

Bom, aí você pode pensar:

“Poxa, Bella. Já chega de desastres. Por que você está relembrando isso aqui?”. Gente, a prova do Enem, bem como a redação cobram conhecimentos atuais, então um desses casos pode virar assunto da prova em 2018, ok?

Climão entre a Coréia do Norte e os EUA

 

Têm ocorrido várias tensões entre a Coréia do Norte e os EUA e você conhece os motivos? A Coréia do Norte divulgou fotos de um novo míssil apontado para os EUA, revelando o seu potencial bélico, e os EUA apenas deram um pronunciamento de que podem barrar possíveis ataques com antimísseis.

Treta, né? Fujam para as montanhas!

 

O ataque cibernético que atingiu mais de 300 mil computadores

            Esse ataque cibernético deixou todos de cabelos em pé! O “WannaCry”, traduzindo para o português: Vontade de chorar, acabou se aproveitando de uma falha no Windows e conseguiu se espalhar por mais de 150 países.

            Era um e-mail e bastava apenas um clique para que o vírus se apropriasse de todos os arquivos!

            Bom, em resposta, a Microsoft disse ter resolvido essa falha em março, mas os usuários não haviam atualizado para a nova versão e a equipe Microsoft ainda fez um alerta para que os governos fiquem atentos a esse tipo de situação.

 

Bom, gente, esses foram alguns dos momentos que mais marcaram nosso ano de 2017. Caso vocês queiram relembrar algum, deixem nos comentários aqui embaixo.

E eu gostaria de deixar meu singelo conselho para vocês: estipulem metas para 2018. Quando criamos objetivos, evitamos procrastinar em tudo, ou seja, evitamos “deixar para amanhã”. Aí, quando vocês perceberem que realizam suas metas, conquistaram seus objetivos, a gratidão é imensa!

 

 

 

A Desvalorização do Professor

O Salto No Comments

por Raquel Branco

O tema de hoje é: A desvalorização do professor no Brasil. Esse é um tema importante, sendo atual e necessário para conscientização.

A solução para vários problemas atuais do nosso país é a falta de informação e de educação da população em geral. É como diria Pitágoras “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. É possível o país ir para frente sem ter educação de qualidade? Sem valorizar o profissional?

Falta de verba

 

 

A falta de verba voltada para educação é um caso sério. Os professores no Brasil são mal remunerados, isso todo mundo sabe. Além disso, eles passam por diversas dificuldades para conseguir trabalhar como a falta de infraestrutura para dar aulas, salas muito cheias, escolas com difícil acesso. Assim, é por esses motivos que cada vez menos jovens se interessam em escolher essa profissão.

Violência nas escolas

Não é raro ouvir caso de professor que precisa ser escoltado para o trabalho, pois sofreu alguma violência de alunos. Casos de violência físicas acontecem principalmente nas escolas públicas, mas o desrespeito acontece em ambas as escolas públicas e particulares. Há um desinteresse geral por parte dos alunos, e nem sempre a culpa é do professor. O nosso sistema de educação é falho, há uma necessidade urgente de uma reforma curricular.

Tecnologia aliada ao ensino

Além de todos os problemas, a profissão do professor tem mudado muito. A tecnologia tem invadido a nossa vida e o ensino não fica fora dessa. O professor tem que se atualizar e aprender novos recursos, o uso de computadores, projetores e tablets podem tornar a aula mais didática e interessante. A tecnologia torna possível que o conhecimento possa extravasar a sala de aula. Hoje é possível fazer cursos a distância, assistir às aulas no Youtube de graça em vários canais (inclusive o nosso :P), usar de aplicativos e outros meios para adquirir conhecimento além do método tradicional.

Vamos, então, aos repertórios:

  • Infância, de Graciliano Ramos.

 

Livro bibliográfico que retrata a vida do autor nos primeiros anos de escola até sua puberdade. A obra mostra como a personalidade do autor foi construída por intermédio de experiências de dor e angústia que vivenciou quando mais novo.

  • Estudo errado, de Gabriel o Pensador

Música que critica o sistema de ensino:

“Manhê! Tirei um dez na prova

Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova

Decorei toda lição

Não errei nenhuma questão

Não aprendi nada de bom

Mas tirei dez (boa filhão!)”

  • Pro dia nascer feliz, 2007

Documentário sobre o sistema precário de ensino público do Brasil. Mostra adolescentes de diferentes estados e classe sociais falando de suas vidas na escola.

Soluções para o problema:

  • Um país só se desenvolve quando se investe muito em educação e pesquisa e o professor tem um papel fundamental de ensinar os jovens que são o futuro do país. É necessário mais verba e salário melhor.
  • Reforma curricular nas escolas melhoria o desempenho dos alunos, os incentivaria a gostar e querer participar das escolas.
  • Treinamento de professores para saber utilizar de novas tecnologias e tornar a aula mais didática, atual e prazerosa.
  • Apoio ao professor caso ele passe por algum tipo de violência e campanhas para motivar o respeito com professores e colegas.

 

Crise Penitenciária em Evidência

O Salto 2 comments

por Bella Nazar

Oi, galera! Tudo bem?

Neste artigo vamos entender como esse assunto tão delicado e polêmico ganhou evidência nas mídias.

Bom, no dia 2 de janeiro de 2017, uma briga entre facções rivais no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, terminou com a morte de 56 detentos. Uma calamidade com essas proporções já havia acontecido, mas em outubro de 1992, em São Paulo, quando 111 presos foram mortos no presídio do Carandiru.

As 56 mortes do presídio em Manaus ganharam destaque no mundo todo, mas isso é algo corriqueiro, afinal, em média, 1 pessoa é assassinada por dia nos presídios brasileiros.

Tal acontecimento trouxe à tona a crise penitenciária que sempre aconteceu, mas que é importante ser debatida, entendida e remedida. Vamos lá!

Alguns fatores propiciam o surgimento de rebeliões dentro dos presídios:

1.Número de vagas é menor do que o número de presos – superlotação:

Devido ao elevado número de crimes, como pequenos roubos e venda de drogas, há superlotação nas celas, pois há, em média, 375.892 celas para 579.423 presos contabilizados em 2014. Ou seja, faltam 203.531 vagas nas prisões do país. Assim, essa superlotação torna a situação dos presídios ainda mais precária.

Sabia que a superlotação viola os direitos humanos, bem como o direito à dignidade da pessoa humana, assegurado pela Constituição de 1998?

2.Lentidão e ineficiência da justiça para os julgamentos:

Mais de 220 mil presos estão aguardando julgamento ou condenação, são os chamados “provisórios”. Isso faz com que a revolta aumente, pois o sistema judiciário é lento e, muitas vezes, age de forma equivocada. Afinal, alguns indivíduos ficam anos presos devido a pequenos delitos, mas outros saem por bom comportamento mesmo tendo cometido crimes perigosos.

Com quase metade da população carcerária brasileira ainda esperando julgamento e um excesso de 54% na capacidade das prisões, a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um informe, em Genebra, na Suíça, apontando o sistema judiciário de “ineficiente” e alertando para a “superlotação endêmica” das prisões brasileiras.

3.Infraestruturas precárias nas celas:

As condições sanitárias das celas são deploráveis, a alimentação também é extremamente precária, o que, novamente, viola o direito à saúde, ao lazer e à dignidade dos indivíduos.  Muitos contraem HIV durante o tempo nas cadeias, bem como Hepatite.

Esses fatores contribuem para a violência interna e para o crescimento das facções criminosas, pois facilita o contato de presos perigosos – assassinatos, tráfico – com presos de delitos leves – pequenos furtos, venda de drogas -, mas não proporciona a reintegração/recuperação deles para a sociedade.  Assim, outro problema enfrentado é a reincidência às cadeias.

Vamos aos repertórios?

Filme “Carandiru” (2003):

Esse filme dramatiza os dramas vividos no maior presídio da América Latina nos anos 90. O retrato da violência agravada pela superlotação, os serviços prestados os quais são extremamente precários, bem como a animalização dos presos. Nesse ínterim, também é revelado o lado sonhador, romântico e frágil dos detentos.

Documentário “Pelo direito de recomeçar” (2013)

Esse documentário, lançado em 2013 pela Defensoria Pública do Estado de Tocantins trata a crise penitenciária tocantinense com o intuito de promover a conscientização sobre a ressocialização durante o cumprimento das penas. Além disso, apresenta propostas para amenizar os problemas e reinserir os presos por meio do trabalho.

 

Documentários: “Tortura e encarceramento em massa no Brasil” (2015) / Parte 2 – Mulheres e o cárcere

Para denunciar a barbárie vivida pelos presos, a Pastoral Carcerária criou o minidocumentário Tortura e Encarceramento em Massa no Brasil 2015, dividido em duas partes.

A Parte 1: “A Tortura como Política de Estado”, dramatiza as novas formas de tortura dentro do sistema carcerário.

Já a Parte 2: “As Mulheres e o Cárcere”, relata os dramas vividos pelas mulheres presas, como muitas acabam naquela situação por causa dos namorados/maridos/companheiros, a triste situação de extremos cuidados aos filhos recém-nascidos e, depois, o modo como eles são retirados delas.

Propostas:

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a audiência de custódia diminuiu o nível de prisões provisórias para 53% na cidade de São Paulo. Assim, o juiz avalia – em até 24h após o ocorrido – se o preso tem necessidade de prisão.

– Propostas a curto prazo:

Melhoria da qualidade das celas e da infraestrutura dos banheiros

Momentos de estudos e trabalhos para os presos, proporcionando a redução da sentença

– A longo prazo:

Melhoria na educação de base

Campanhas de conscientização contra o uso de drogas e de violência

Presídios inteligentes: o presídio em Paracatu (MG) os “recuperandos”, como são chamados, não têm tempo para ociosidade. Lá eles têm oficinas de artesanato, padaria, confeitaria, marcenaria, estudam, além de momentos de lazer.

“ Os presos chegam aqui como bichos, de cabeça baixa e as mãos para trás. No portão a gente tira as algemas, a roupa laranja, levanta o queixo dele e fala: olha reto! Ele anda uma semana emborcado e olhando pra baixo, mas aos poucos vai voltando a andar como gente! Borracha e paulada na cabeça não deu conta de resolver. Esse método é um novo pacto — diz o diretor da APAC, Eurípedes Tobias.”

Lembrem-se que, apesar de essas pessoas terem cometido crimes, são seres humanos e merecem dignidade. Muitos – quando crianças e adolescentes – não tiveram acesso aos estudos, carinho e nem a laços familiares, muitas vezes, passaram dias sem comer e não tiveram sequer direitos básicos, como esgoto e água tratada.

Precisamos entender que existe uma situação de violência velada –  cometida pelo Estado – ou seja, a falta de benefícios imprescindíveis a eles, mas, por outro lado, há o pleno acesso aos grupos de elite. Isso cria uma situação de revolta e uma sensação de impotência. Devido a isso, infelizmente, são nessas brechas criadas que traficantes e líderes de facções veem oportunidades para aliciar novos integrantes.

Então, proporcionar tudo isso e reinseri-los à sociedade, não só diminui os níveis de violência, mas restaura famílias também, melhorando o IDH do Brasil.

Pensem mais nisso! Não esperem que crises como a ocorrida em Manaus e no Carandiru aconteçam para que falemos sobre esse assunto.

Depressão: o Mal do Século

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Por Bella Nazar

O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou a prática de que o ter é mais valorizado do que o ser; a aparência é mais levada em consideração do que o caráter das pessoas. Isso, infelizmente, tornou a nossa sociedade descompassada, estressada.

Assim, uma das doenças mais notificadas por especialistas da área da saúde é a depressão, considerada por muitos como o mal do século.

Quer saber mais sobre esse assunto? Nesse artigo de hoje entenderemos como a doença se inicia, alguns repertórios para a redação e, até mesmo, sugestões de como solucionar ou, ao menos, remediar essa situação.

FATORES QUE DESENCADEIAM A DEPRESSÃO:

1- Estresse

Com o advento da tecnologia e de todos os aparatos criados para facilitar as nossas vidas, como os carros, o trânsito nos grandes centros urbanos se tornou caótico. Não bastasse isso, a violência tem crescido de forma vertiginosa, bem como os ataques terroristas e as catástrofes naturais.

Todas essas situações geram um aumento do cortisol, hormônio do estresse, que, em grandes proporções, serve como um dos gatilhos para desencadear a depressão.

2- Desempenho excessivo

A sobrecarga de afazeres e a constante necessidade de competição/aceitação, características da nossa modernidade, fazem com que as pessoas se tornem individualistas e, muitas vezes, prepotentes.

Pense em quantas vezes você ignorou algum familiar por ter uma sobrecarga de deveres a serem cumpridos ou, até mesmo, foi a vítima dessa negligência.

Saiba que a solidão e a busca incessante por prestígio na carreia diminuem a vitalidade.

3- Abuso em álcool, tabaco e outras drogas.

É bem verdade que o álcool reduz o nível de ansiedade e de estresse e nunca foi de uso exclusivo de adultos. Hoje, jovens têm feito uso dessa substância por motivos variados, como a pressão do grupo de amigos, o custo acessível da bebida, a necessidade de entrosamento social e, também, a aceitação dos pais que também bebem de forma exagerada.

Porém, o que não podemos esquecer é que o álcool e o tabaco são substâncias tóxicas em qualquer quantidade e, para pessoas mais jovens, causa danos piores.

IMPORTANTE: Os fatores enumerados servem como gatilhos para o surgimento da doença, mas deve-se levar em consideração a predisposição genética para que ela ocorra.

Vamos, então, aos repertórios:

  • O almirante Winston Churchill – 1911 – assemelha a depressão a um cachorro negro em uma carta:

 “Acho que um médico pode ser útil para mim se o cachorro negro voltar. Ele parece estar distante agora, o que é um alívio. Todas as cores voltam à vida.”

Assim como o mal do século assolou Almirantes antigamente; isso também ocorre, com muita frequência, em jovens, adultos, idosos e, até mesmo, crianças na contemporaneidade.

  • Vincent Van Gogh, Abraham Lincoln, Albert Einstein e Charles Darwin.

O que eles têm em comum?

Todos passaram por momentos depressivos em suas vidas.

  • O livro: “O demônio do meio-dia” do escritor Andrew Solomon faz um grande retrato do transtorno e resume em:

“O contrário da depressão não é a alegria, mas, sim, a vitalidade.”

  • Por último, mas não menos importante, uma indicação de filme não apenas para ser colocado na redação. Assistam e tenham conhecimento sobre o assunto, ok?

No filme “Um Grito de Socorro”, constantes casos de bullying desencadeiam a depressão no personagem principal e consequências devastadoras ocorrem.

SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA:

  • Uma parceria efetiva seria entre o Ministério da Saúde e os municípios, com a contratação de mais psiquiatras, para que a depressão seja tratada com a devida importância em postos de saúde, escolas, faculdades.

Existe o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial -, criado pelo Ministério da Saúde, mas este não possui abrangência em todo o Estado.  Então, expandir tal benefício para cidades interioranas e bairros de periferia seria algo essencial.

  • Ongs também têm um papel efetivo, divulgando nas mídias – televisivas, redes sociais – campanhas como “Setembro Amarelo” e documentários que abordem esse assunto.

Mas lembre-se:

Não deixe que campanhas como “Setembro Amarelo” que combate o suicídio e a depressão se tornem sazonais na sua vida. Torne-se uma pessoa amável independente da época do ano. A depressão não manifesta sintomas evidentes, ficamos cientes de que alguém está doente, ou quando já está em estágio avançado, ou quando já é tarde demais.   Não espere que o pior aconteça!

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