Um filme, 3 temas de redação: Soul

“Eu posso usar um filme infantil como repertório na redação do Enem?”, você pergunta. “SIM, MIL VEZES SIM”, nós respondemos. O filme “Soul” não só aborda temáticas incríveis para a redação, mas também deixa o nosso coração bem quentinho! Vem com a gente descobrir como usá-lo em sua prova do Enem! 

O filme Soul conquistou vários fãs por abordar temas filosóficos sem perder a leveza, como o propósito da vida humana e o que acontece após a morte. Se a sua “faísca de vida” (o propósito da sua alma) é ir incrivelmente bem no Enem, vem com a gente descobrir como usar os repertórios dessa obra na redação!  

🚨Aviso: SPOILERS abaixo (Se ainda não viu o filme, corre! A gente super recomenda!)🚨

Tema 1: A importância da música como ferramenta educacional no Brasil 

Embora alguns alunos do professor de música Joe sejam vistos entediados em sua aula, Connie, uma das estudantes, mostra o seu talento ao tocar trombone. Mas, apesar de ter impressionado o mestre, Connie se tornou alvo de risos de seus colegas de classe.  

Em um dos momentos do filme, a alma 22, que está presa no corpo de Joe, conversa com a menina, que pretende abandonar a banda da escola e considera o jazz como uma perda de tempo. Porém, ao entregar o trombone ao “professor”, Connie decide tocar pela última vez, percebendo que ainda ama o instrumento. 22 estimula a aluna, para que ela não abandone a sua paixão.  

A introdução da música nas escolas brasileiras enfrenta muitos desafios, mas pode oferecer inúmeros benefícios às crianças, estimulando o desenvolvimento da fala, da autoestima, do sistema cognitivo, de um bom convívio social, entre outros. Além disso, as experiências musicais permitem explorar assuntos pertinentes presentes nas letras, incentivando também a criatividade, o raciocínio lógico e a interação e a cooperação entre alunos.   

Fala sério, quem não ficou triste quando a Connie tentou abandonar a música? 🙁 Fonte: News Break

 

Tema 2: Os impactos da pressão dos pais na escolha profissional dos filhos 

Joe tem o sonho de se tornar um músico de jazz profissional e bem-sucedido, mas a sua mãe, Libba, queria que o filho encontrasse um emprego em tempo integral que pagasse um bom salário a ele, descartando as suas apresentações musicais por elas não fornecerem uma pensão ou um plano de saúde.   

Em uma das cenas, Joe, que está ocupando o corpo de um gato, orienta 22, que está ocupando o seu corpo, a dizer à sua mãe que tudo o que ele faz parece desapontá-la, explicando que ele só consegue pensar em música, que é a sua razão para viver. Após a conversa, eles finalmente se reconciliam e Libba finalmente aceita a paixão de seu filho por música.  

Na vida real, pais e responsáveis também podem exercer influência sobre a escolha profissional dos filhos, principalmente quando eles são adolescentes. Assim, eles podem intervir ao oferecer apoio financeiro, ações que facilitem a exploração vocacional, entre outros; mas também podem reprovar as escolhas de profissão de seus rebentos, gerando expectativas e cobranças irreais. Como consequência, o desenvolvimento da carreira dos filhos pode ser prejudicado e essa pressão pode fazer com que eles não sigam a sua verdadeira vocação. 

Esse momento foi tão lindo! Pena que o desfecho pode ser muito diferente para outros pais e filhos. Fonte: Screen Rant

Tema 3: A importância de se debater a finitude da vida humana 

Por meio do filme, a discussão sobre a finitude humana pode ser levada para dentro das casas. Muitos pais e responsáveis apresentam, normalmente, uma dificuldade para dialogar sobre a morte, não preparando as crianças sobre esse processo natural.  

A morte é vista, muitas vezes, como um assunto desconfortável e angustiante, e há uma resistência em mencioná-la, até mesmo para adultos. Dessa forma, ao se tratar de crianças, há a crença de que elas não são emocionalmente preparadas para lidar com o tema. Assim, são oferecidas explicações sem sentido sobre a finitude humana ou o tópico tem a sua atenção desviada.   

Ao não estabelecer esse diálogo, o adulto acredita que está protegendo a criança, aliviando a dor e alterando a realidade. Porém, o que acontece é o inverso: o jovem se sente desamparado, sem ter ninguém para falar sobre o assunto. Por isso, há a necessidade de conversar sobre a morte de forma clara, franca e empática, esclarecendo dúvidas que os menores de idade possam ter e permitindo que eles explorem seus sentimentos. 

 Mais um eixo bem importante e possível de vir a cair na redação do Enem 2021, não?!

Você acha que Soul, ao mostrar a experiência de Joe no “outro lado”, facilitou a discussão sobre esse tema? Fonte: Gizmodo

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