Um livro, 3 temas de redação: 1984

Sabemos que o livro 1984 é uma distopia, mas já reparou que você pode usar vários temas encontrados nele na sua redação do Enem? George Orwell acertou muito ao retratar uma sociedade controlada pelo autoritarismo, citando problemáticas bem relevantes ao contexto atual. Vem com a gente que te contamos tudo sobre como usar essa obra para melhorar a sua redação! 

O livro 1984 apresenta uma sociedade distópica controlada por um sistema opressor e autoritário que remove a individualidade e estimula a solidão da população. E é claro que ele é cheio de repertórios incríveis que merecem ser usados em sua redação! Só que você não precisa ser fluente em “Novalíngua” ou recorrer à prática do “Duplipensar”: nós ensinamos você a citar esses temas em sua redação. 

🚨🚨Aviso MEGA importante: o que mais tem aqui é spoiler!🚨

Tema 1: O estado de vigilância constante e seus efeitos para a sociedade brasileira  

O regime totalitário presente no livro 1984 está sempre em estado de vigilância, sendo as “teletelas” uma das ferramentas utilizadas para controlar a população. Esses aparelhos não só difundem a propaganda do Partido, exaltando as suas realizações, como também espionam e registram os sons e os movimentos das pessoas. Assim, há transmissões ao vivo das ações da população para a Polícia do Pensamento.

Na realidade, as teletelas podem ser substituídas pelos smartphones, por exemplo. Devido à pandemia de Coronavírus, alguns países e estados estão apostando em aplicativos que monitoram o deslocamento de possíveis infectados e o cumprimento do isolamento social. Olha que paralelo chocante que você pode usar na redação: na China, um app fornece um código de cores aos usuários (verde, amarelo ou vermelho), a partir disso, o resultado pode restringir a circulação deles, em razão do contágio da doença.   

Já no Brasil, estados como Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, entre outros, utilizam dados fornecidos pela In Loco, uma startup de segurança digital. Dessa forma, por meio de aplicativos, a companhia usa a localização por GPS de cerca de 60 milhões de celulares, com o objetivo de informar os governos a respeito das áreas que aderiram ou não ao isolamento social. Você acha que esse mecanismo de vigilância pode ser usado de outras formas no futuro ou que ele será descartado após a pandemia? 

Já imaginou viver tão observado assim? Fonte da imagem: Veja

Tema 2: A manipulação como forma de aniquilar o pensamento crítico 

Como você pode observar, a criação da “Novafala” proporciona formas de expressão compatíveis com o modo de viver da sociedade retratada no livro de George Orwell. Porém ela também inviabiliza outras maneiras de pensar, visto que ela simplificava a língua e promove o controle sob o que era dito pela população. Além disso, os cidadãos tinham o seu vocabulário reduzido e não conseguiam ter pensamentos divergentes aos princípios do Partido, permanecendo sem questionar as ações dele.  

O Partido manipula todas as fontes de informações, reescrevendo e modificando documentos históricos e controlando as perspectivas das pessoas. Dessa maneira, os indivíduos, por não serem capazes de confiar em sua própria memória, passam a acreditar em tudo o que é informado pelo sistema, que adultera o passado para controlar o futuro. Tem como ser mais distópico que isso?!

Na vida real, o filósofo Victor Klemperer relatou em seus diários como a manipulação da linguagem contribuiu para o desenvolvimento da ideologia nazista. Você acredita que a prática da degradação da língua ainda está presente nos dias atuais? 

“Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”. O lema do Partido ajudava a controlar a população. Fonte: Nexo Jornal 

Tema 3: As consequências da disseminação do ódio no território brasileiro 

Na obra, o consumo de pornografia é estimulado para que os cidadãos extravasem o seu ódio. O Partido reprimia a relação sexual e amorosa, o que resultou na repressão da energia e no acúmulo desse sentimento, que era necessário para que o Partido permanecesse no poder. Portanto, eventos como os “Dois Minutos de Ódio” possibilitavam que a população libere suas frustrações e deixassem a racionalidade de lado, tendo como alvo central de insultos o personagem Goldstein, considerado um traidor do sistema.   

Nas redes sociais, ataques de ódio duram mais do que o tempo estipulado pelo Partido. Em sua redação do Enem, você pode argumentar que as mídias sociais podem servir como palco para os usuários expressarem o seu ódio, encontrarem pessoas que pensam da mesma forma e obterem validação de outros internautas. Assim, todas as pessoas podem se tornar vítimas de linchamentos virtuais, que não permitem o diálogo e que reprimem ideias contrárias. Você acha que deve haver um limite entre liberdade de expressão e discurso de ódio?   

Nos Dois Minutos de Ódio, a aversão ao inimigo era estimulada. Fonte: Veja

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