Uma princesa, 2 temas de redação do Enem: Jasmine

Na Arábia, a mágica está em todo o lugar. Mas ela também está presente nesse post, no qual você vai aprender como usar a história da princesa Jasmine como repertório na redação do Enem. Portanto, fique bem confortável em seu tapete mágico porque iremos mostrar um mundo totalmente novo pra você arrasar em sua prova. Afinal, você nunca teve uns amigos assim! 

Podemos não ser o Gênio, mas chegamos bem perto, vai!

Tema 1: As consequências da erotização infantil na sociedade brasileira 

Jasmine, apesar de ter 15 anos, foi bastante erotizada na animação da Disney. Lembra da parte que ela tenta seduzir Jafar, um homem bem mais velho, para que Aladdin conseguisse alcançar a lâmpada do Gênio? Na cena, a personagem é vista como escrava do vilão, e suas roupas, antes azuis, transformaram-se em vestes vermelhas (existe outra cor melhor para simbolizar desejo, luxúria, pecado?). Além disso, seus movimentos ficam mais sensuais e ela chega até mesmo a beijar Jafar para distraí-lo do plano do herói.  

Na vida real, a erotização infantil acontece quando crianças e adolescentes são expostos a estímulos e/ou conteúdos que não são apropriados à sua faixa etária. Essa prática não abrange somente a exposição desses jovens às cenas de sexo em filmes ou em séries, mas também ocorre nas perguntas e nas “brincadeirinhas” que adultos fazem em relação a namoros e beijos, no estímulo a comportamentos, como o uso de roupas de “gente grande” e de maquiagem e no incentivo de que crianças dancem ou cantem músicas que contêm gestos ou palavras impróprios.  

Não há nada de errado se elas sentirem curiosidade sobre a fase adulta, mas é necessário que exista uma imposição de limites para que a fase da infância não tenha prejuízos e para que não haja interferências negativas no desenvolvimento físico, emocional e social dos jovens. 

Dá pra acreditar que a Jasmine só tem 15 anos?! Fonte: Twitter

Tema 2: Os impactos do casamento infantil no território brasileiro

No filme, de acordo com uma antiga lei, Jasmine deve se casar em 3 dias, antes de seu aniversário de 16 anos. Assim, vários pretendentes sugeridos por seu pai, o Sultão, aparecem para conquistar a mão da moça. No entanto, a personagem rejeita todos os príncipes por acreditar que, se ela se casar, seria por amor, e não pelas riquezas, pelo poder e pela tradição de seu reino. Além disso, ela não aceita que eles a tratem como uma posse ou um prêmio a ser conquistado, expressando sua opinião negativa a respeito do seu casamento forçado. 

Ficamos bem aliviados quando deu tudo certo pra Jasmine, né? Só que, na realidade, a situação é bem diferente. Segundo a UNICEF, o casamento infantil se refere a qualquer casamento formal ou união informal entre uma criança menor de 18 anos e um adulto ou outra criança 

Dados da organização revelam que, globalmente, o número total de meninas casadas durante a infância é estimado em 12 milhões por ano. Apesar de existir a Lei 13.811/19, que proíbe o casamento de quem ainda não atingiu 18 anos, em 2019, a taxa de meninas brasileiras que se casaram ou viviam com seus parceiros antes da maioridade era de 26%.  

E olha só que dado chocante para você usar na redação do Enem:

O Brasil é o quarto país com o maior número de casamentos infantis no mundo, ficando atrás de países como Índia, Bangladesh e Nigéria, como aponta o estudo Tirando o Véu, lançado pela Plan International no mesmo ano. 

O casamento infantil não deve ser considerado uma escolha, mas uma forma de prejudicar a infância das noivas mirins, que também podem ser privadas de ter um futuro promissor. O que você acha que deve ser feito para eliminar essa prática no Brasil? 

Jasmine e Rajah não ficavam nada impressionados com os pretendentes da princesa, né? Fonte: Twitter

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