Canaã e A Escrava no vestibular da UEMA 2022

canaã e a escrava no vestibular da UEMA 2022
Análises literárias UEMA 2022

Canaã e A Escrava no vestibular da UEMA 2022

Confira a análise literária das obras obrigatórias

Quem quer mandar bem na prova do Maranhão, precisa dominar as obras Canaã e A Escrava no vestibular da UEMA 2022. Com o processo seletivo do PAES-UEMA 2022 chegando, a análise literária das obras obrigatórias chamam a atenção dos estudantes. Afinal, a Universidade Estadual do Maranhão escolheu dois autores locais como base para a elaboração de questões da prova de Linguagens e da redação.

Graça Aranha, autor de Canaã e Maria Firmina dos Reis, autora do conto A Escrava (inserido no livro Úrsula), são conterrâneos. Mas, além da cidade natal em comum, os dois autores têm outras semelhanças interessantes, especialmente na análise literária das obras que vão cair no vestibular da UEMA 2022. Observe, por exemplo, como o ideal de superioridade de raças está marcado nos dois livros. De um lado, o conto “A escrava” revela, sobretudo, a voz do oprimido, personificado nas figuras de Joana e seu filho Gabriel. Já em “Canaã”, a voz do opressor é bem marcada no discurso xenofóbico e racista do personagem Lentz.

Logo, assim como fizemos com a análise da UERJ, referente ao livro Uma janela em Copacabana, queremos ajudar você a entender essas duas obras melhor. Vamos lá?  

Análise literária de Canaã, de Graça Aranha

Para dominar Canaã no vestibular da UEMA 2022 é importante entender o conceito de racismo científico. Essa crença pseudocientífica defende a existência de evidências que justificam a discriminação racial. Para isso, utiliza como base os primórdios da teoria da evolução humana, de Charles Darwin, que atestou a existência de raças inferiores, que poderiam evoluir com o passar do tempo.

Lentz, personagem principal e antagonista de Milkau na obra, é a personificação da guerra: afeito a pensamentos bélicos, ele acredita na superioridade da raça alemã, que deveria dominar os nativos e tornar a região uma colônia. Para muitos, até hoje, esse pensamento xenofóbico e excludente encontra respaldo no famoso “darwinismo cultural”,  quando rotula as raças numa espécie de hierarquização. Mas, o que muita gente não enxerga é que a Teoria da Evolução de Darwin não diz respeito necessariamente a progresso, mas tem a ver com transformação. Vamos entender melhor esse conceito por meio de um vídeo?

Análise literária de A Escrava, de Maria Firmina dos Reis

No conto A Escrava, presente no livro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, fica evidente que a autora utiliza a própria literatura como instrumento de luta contra a escravidão. Afinal, a personagem Joana, escrava fugitiva, denuncia os constantes abusos que eram praticados contra os povos escravizados, no Brasil, e os efeitos disso, bem como destaca o atraso do país. Assim, quando o contexto é comparado à Europa – em determinar o fim do sistema de trabalho servil, sobretudo quando se avalia a perspectiva da humanidade com que eram tratados os povos escravizados. 

Logo, na obra, o discurso abolicionista gira em torno da palavra “humanidade”, uma vez que a escravidão anula a dignidade do homem, afastando-o da sua verdadeira imagem. Isso se confirma no seguinte excerto: “Mas, deixar de prestar auxílio àqueles desgraçados, tão abandonados, tão perseguidos, que nem para a agonia derradeira, nem para transpor esse tremendo portal da Eternidade, tinham sossego, ou tranquilidade! Não. Tomei com coragem a responsabilidade do meu ato: a humanidade me impunha esse santo dever.”

Como se preparar para a redação da UEMA 2022

A redação da UEMA é muito diferente da redação do ENEM. Ao contrário do Exame Nacional do Ensino Médio, que aborda temas pelo viés social, a universidade do Maranhão espera uma discussão mais filosófica do tema. Outra diferença é que no processo seletivo do PAES-UEMA 2022 o título é obrigatório e a conclusão não precisa ter uma proposta de intervenção.

Logo, se você quer chegar no dia da prova mais preparado, é interessante ver na prática uma redação-modelo de um tema pertinente a ambas as obras. Por isso, trouxemos para você um exemplo de enunciado que dialoga bem tanto com Canaã, de Graça Aranha; quanto com a Escrava, de Maria Firmina dos Reis.

A mistura de raças é apresentada em Canaã como possibilidade de desenvolvimento da nação. É possível afirmar que a miscigenação conduziu o Brasil a uma democracia racial? 

Quer ler a redação-modelo que fizemos sobre esse tema? Então, aproveite para conferir o material superdetalhado que fizemos das obras Canaã e A Escrava aqui. Além de um texto nota 10 dentro dos padrões UEMA, o material traz um descritivo minucioso com resumo, período literário, tempo, espaço, perfil dos personagens, temáticas prováveis de aparecerem na redação, além de um glossário muito útil para gabaritar em Linguagens.

 

 

 

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